Mas Londres é isto! (4) - Da Publicidade aos Psicotrópicos

O Marketing e Publicidade são mais um exemplo de áreas altamente desenvolvidas no Reino Unido, e mais visivelmente em Londres. Numa cidade altamente cosmopolita é cada vez mais difícil chegar ao consumidor e fidelizá-lo à marca e/ou produto.

Desde os anúncios de rádio e televisão aos anúncios de imprensa, a comunicação tem de ser imensamente criativa e original. A utilização das pessoas mascaradas na rua com cartazes já quase que caiu em desuso apesar de ainda ser bastante cómico. E o já não tanto recente conceito de flash mobs começa a a perder a sua força se não for bem utilizado.No entanto aqui nunca sabemos quando é que haverá uma cantora de ópera no meio da estação de comboio de Paddington ou cerca de 350 dançarinos no meio de Liverpool Street Station ou alguns milhares de pessoas a cantar em karaoke, em Trafalgar Square, com a cantora Pink



Estas situações e tantas mais são prova de que as marcas, em Londres, têm de se diferenciar mais do que em qualquer outra parte da Europa.

Mas escrevo-vos não para descarregar aqui conceitos académicos sobre como as marcas se comportam, apesar de considerar um tema fascinante, mas sim para contar mais uma história inédita, tanto quanto sei…
Numa saída pela zona Old Street, vindos do Plastic People, eu esganado de fome, convenço o resto grupo a fazer um pequeno desvio para comer um hambúrguer dos indianos, daqueles que parecem borbulhar gordura, mas que sabem como se não tivesse tido um refeição à mais de uma semana…
Atravessamos a estrada e logo a após a passadeira estava um jovem adulto, nos seus 20 e muitos ou 30 e poucos, com algum mau aspecto, a entregar cartões e pensei: “Olha, mais um pobre coitado que, até às 4 da manhã, anda a entregar publicidade…”. Por hábito, aceito o que estão a entregar por curiosidade, e dou um rápida vista de olhos para ver de que se trata, mas desta vez foi diferente…
Passo por ele e, proferindo 3 ou 4 palavras que não decifrei à primeira, entrega um cartão, do tipo cartão de visita… Agarrei no cartão, e demorando 5 segundos a perceber o que tinha dito, incrédulo voltei atrás e perguntei:

Eu – “Sorry mate, what?”
Ele – “MD or Coke, man… Call me on that number, or do want some now?”


Ri-me, agradeci a sua proposta de negócio e arranquei de novo para perto do grupo levando a boa nova… Em Londres, até os drug dealers têm de se diferenciar e encontrar estratégias arrojadas e até arriscadas para se destacarem da concorrência…
Portanto qualquer coisa em Londres, na área psicotrópica, call Tony

Mas Londres é isto! (3) - Final de semana de loucos!

Este final de semana foi simplesmente extraordinário. Extraordinário no sentido de excepcional, incomum, fora do usual, anormal… Porquê? Porque esgotei todas as minhas forças humanas e todos os meus super poderes…

Quinta-feira, dia 7 de Julho, fui ao Hyde Park por volta das 15h00 para assistir a um concerto que, para vos ser sincero, não era banda que me atraísse mas sim a experiência de ir a um concerto no tão famoso Hyde Park.
Vi bandas que adoro sem saber que lá iam estar, Crystal Castles e The Foals foram espectáculos muito bons. Pelas 20h00 já o álcool das Carlsberg’s andava a fazer os seus efeitos e o grupo português, italiano e francês onde estava inserido já dançava por tudo e por nada.
Finalmente era uma banda chamada Blur… Conhecia-lhes o nome e uma música, pensava eu, fomos para a frente do palco e para começar o ambiente era tranquilo e animado. Entraram em palco e a cara do vocalista pareceu-me familiar e de repente, sem aviso, avivou-se-me memoria, eu adorava Blur! Já não ouvia as suas músicas à muito tempo mas eu lembrei-me que adorava… Não estava enganado, penso só não ter reconhecido 2 ou 3, no entanto, em abono da verdade, também houve alturas que pensei ser o melhor som que alguma vez tinha ouvido devido às ditas Carlsberg's… Os ingleses em redor cantavam uns com os outros e connosco como se de grandes amigos nos tratássemos… Partilhámos abraços quando a música era mais calma e “moshámos” quando a música acelerava… Pulei e pulei até não poder mais, descansava 2 min, e voltava ao exercício… Foi um dos melhores concertos da minha vida… Está lá no topo com o dos Daft Punk e Prodigy (Sudoeste)…
Acabado o concerto às 23h00, e não indo trabalhar no dia seguinte, decidi ligar ao T., e saber por onde andava...
Resultado: fui a casa, tomei um duche, massajei os gémeos por 5min, e arranquei para o Vendome! De notar que as Carlsberg's ainda navegam no meu sistema a esta hora… Chegado ao nightclub, foi mais uma noite das nossas, M. e T., e sem mais nada a acrescentar…

Sexta-feira chegou o meu irmão mais velho, sua senhora e meu sobrinho por nascer! Passámos o dia às compras, com as minhas pernas a gritarem clemência e eu a agindo como surdo, continuava a caminhar a uma velocidade cruzeiro devido à gravidez da minha cunhada.
Era noite de festa novamente, e lá fui, sem descanso algum, varrer as ruas de Londres. Digo varrer porque foi das poucas noites em que andámos a passear entre bares e discotecas… desde Temple, num barco atracado de seu nome Bar(&)Co (chama-se Barco, sim), de seguida para Camden Town para uns quantos bares e finalmente para o Koko!
Chegado por volta das 5 da manhã, eu já não andava, mas sim arrastava dois pequenos troncos que outrora seriam conhecidos por pernas. Não do álcool, entenda-se, mas sim do extremo cansaço muscular!

Sábado foi dia de Portobello Market, e mais caminhada comigo… Um final de manhã e uma tarde muito bem passadas na companhia das minhas visitas com paragens regulares, graças ao meu sobrinho, por quem já tenho tanto carinho por me possibilitar algum descanso de vez em quando…
Por volta das 19h00 era altura de me juntar ao grupo para a festa de aniversário da H. em Brick Lane no 93 Feet East: tratava-se de uma festa das 4 da tarde às 4 da manhã! Foi a perfeita loucura com acessórios oferecidos por uma marca local, incluindo t-shirts, óculos à Kanye West, bisnagas e pulseiras florescentes… Eu, T. e J. combinámos que sempre que fôssemos ao bar seria para tomar um shot de tequila e um gin tónico… J. parou a meio, mas eu e o T. não falhámos e fomos mais de 5 vezes ao bar… Calculem o resultado desta brincadeira, sim…


Domingo, dia de Camden Market, novamente andar como se de uma maratona de marcha se tratasse e de noite mais uma vez, porque só em Londres isto existe, fomos sair para outra festa em Brick Lane! Desta vez porém a noite acabou mais cedo e deitei-me as 2h da manhã…

Segunda-feira, dia de trabalho, finalmente posso descansar…

Mas Londres é isto (2) - Uma pequeníssima amostra

Ao chegar ao término da minha estadia em Londres começa a natural nostalgia e a vontade de reviver os momentos únicos e especiais que esta cidade e as pessoas de cá proporcionaram…
Como pequeníssima amostra vou falar-vos alguns nightclubs que frequentei e algumas das suas particularidades…
É importante frisar que foi possível conhecer tantos e tão diferentes sítios graças ao grande Simão e aos contactos que criámos com a comunidade de Erasmus em Londres.




Matter
– Discoteca com capacidade para 1.600 pessoas, com um sistema de som inovador baseado no chão flutuante do Fabric, outra grande discoteca londrina, que vibra consoante os baixos da musica electrónica e house característica deste espaço.




Pacha London – mais uma filial da cadeia internacional Pacha, com a atenuante de termos um inside man, novamente o Simão, aka SIM, Dj residente lá nas últimas sexta-feiras de cada mês, e que sempre nos orientou para grandes noites de house music.



Plastic People – um cave escura onde a única luz é a da sinalização da saída de emergência mas onde o som é qualquer coisa de extraordinário. Pessoas diferentes e uma cultura de noite fabulosa.


Lightbox – Luzes do chão ao tecto, isto é, led lights que nos fazem sentir numa outra dimensão e elevam-nos ao imaginário.





V
endome – um género de nightclub hollywoodesco, onde só com guestlist e boa aparência se consegue entrar em tal local requintado e de elite.





Roof Gardens – entra-se por uma portada género hotel, sobe-se ao 6º andar, e chegados a mais uma discoteca exclusiva e refinada, onde jardins no terraço ao estilo marroquino, com uma vista fantástica sobre Londres, encaixam na perfeição com a decoração moderna dos espaços interiores.



Ficaram por falar: Ministry of Sound, Crystal, Zoo Bar, Metra, Yates, Mahiki, Barroque, Tiger Tiger, On AnOn, Jewel, Strawberry Moons, Sports Café, Café de Paris, Warwick, 1001, The Big Chill, 93 Feet East, entre muitos outros…